Chaos. The Genesis (1841), de Ivan Aivazovsky, representa o caos primordial iluminado pela criação. Crédito: Wikimedia Commons / Domínio público.

No princípio: Gênesis descreve como o Universo nasceu ou traduz a criação para a linguagem humana?

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A Bíblia começa com uma frase de enorme simplicidade para uma questão de complexidade quase incompreensível: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. Em poucas palavras, Gênesis coloca diante do leitor a origem de tudo aquilo que existe, mas não explica partículas, matéria, gravidade, estrelas, bilhões de anos ou qualquer mecanismo físico que hoje associaríamos à formação do Universo. Em vez disso, apresenta trevas, águas, luz, separações, dias e a palavra de Deus ordenando progressivamente aquilo que antes aparecia como uma realidade informe. A pergunta que surge, portanto, não é apenas sobre como interpretar cada uma dessas imagens, mas sobre o que o próprio texto pretende fazer: Gênesis estaria descrevendo literalmente o processo físico da criação ou utilizando uma linguagem acessível ao ser humano para transmitir algo muito maior do que seria possível explicar diretamente?

Essa segunda possibilidade será importante para a leitura que desenvolveremos em Bíblia & Contexto. Não partiremos da ideia de que tudo deve obrigatoriamente ser entendido como metáfora, nem de que toda passagem deve ser tomada como descrição literal de um acontecimento. A proposta será caminhar pelo texto, observar suas palavras, entender o mundo no qual ele surgiu, conhecer interpretações construídas ao longo dos séculos e, somente depois disso, apresentar nossa própria leitura. No caso de Gênesis, nossa hipótese inicial é que a aparente simplicidade da narrativa pode não representar uma criação simples, mas justamente o contrário: uma realidade de complexidade imensa sendo comunicada por meio de conceitos que poderiam ser compreendidos por seres humanos de qualquer época.

O que significa dizer “No princípio”?

A tradução tradicional de Gênesis 1:1 parece não deixar dúvidas: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. O texto hebraico, entretanto, começa com bereshit bara Elohim, e a estrutura da expressão bereshit é discutida há muito tempo pelos estudiosos do hebraico bíblico. Algumas traduções e pesquisadores entendem que a construção pode ser lida não como uma frase completamente independente, mas aproximadamente como “quando Deus começou a criar os céus e a terra”. A diferença parece pequena à primeira vista, porém altera significativamente a maneira como o leitor entra na narrativa, porque uma formulação parece anunciar o primeiro acontecimento absoluto de toda a existência, enquanto a outra introduz o momento a partir do qual Deus começa a ordenar aquilo que será descrito nos versículos seguintes. A própria tradução judaica apresentada pela Sefaria registra essa possibilidade, e estudos linguísticos contemporâneos mostram que os primeiros versículos possuem uma complexidade sintática consideravelmente maior do que a tradução tradicional faz parecer.

A Separação da Luz e das Trevas, de Michelangelo, parte dos afrescos do teto da Capela Sistina. Crédito: Wikimedia Commons / Domínio público.

Isso não significa que Gênesis negue a ideia teológica de que Deus seja a origem última de todas as coisas, muito menos que resolva, sozinho, a discussão sobre a criação a partir do nada. Significa apenas que devemos ter cuidado ao colocar sobre o primeiro versículo perguntas que talvez tenham surgido muitos séculos depois de sua composição. O texto bíblico pode estar interessado menos em determinar o instante físico inicial do Universo e mais em estabelecer desde o começo uma afirmação teológica fundamental: independentemente daquilo que existia ou da forma pela qual o mundo adquiriu sua configuração, Deus aparece como aquele que estabelece sua ordem. Essa leitura é particularmente relevante porque o capítulo seguirá justamente esse padrão, apresentando uma realidade inicialmente desorganizada que pouco a pouco recebe divisões, nomes, funções e limites.

Uma Terra “sem forma e vazia”

O segundo versículo descreve a terra como “sem forma e vazia”, tradução da expressão hebraica tohu va-bohu. Trevas cobrem o abismo, as águas estão presentes e o ruach Elohim paira sobre elas. Também aqui a língua original abre possibilidades que nem sempre são percebidas em português: ruach pode carregar sentidos relacionados a vento, sopro ou espírito, razão pela qual algumas traduções apresentam o “Espírito de Deus”, enquanto outras preferem algo próximo de “vento de Deus”. O ponto mais importante, entretanto, é perceber que o cenário inicial não é descrito como um mundo pronto, mas vazio; existe uma realidade ainda sem a estrutura que passará a caracterizar a criação nos versículos seguintes.

É justamente nesse movimento que se encontra uma das chaves de leitura de Gênesis 1. Deus não apenas faz coisas aparecerem: ele separa e organiza. A luz é separada das trevas; posteriormente, águas serão separadas de águas; a porção seca será distinguida dos mares; os luminares terão funções associadas ao dia, à noite e à marcação do tempo. O mundo que começa como tohu va-bohu passa progressivamente a possuir fronteiras, funções e nomes. O relato, portanto, possui uma estrutura muito mais organizada do que uma leitura rápida permite perceber, e a criação aparece também como transformação da indistinção em ordem. Essa interpretação encontra respaldo na análise acadêmica de Gênesis dentro de seu contexto do antigo Oriente Próximo, em que a narrativa bíblica pode ser compreendida como uma reelaboração própria de temas que circulavam entre diferentes culturas da região.

Gênesis não surgiu em um vazio cultural

Os povos que viveram no antigo Oriente Próximo também procuraram responder de onde vieram o mundo, os seres humanos e a ordem existente na natureza. Um dos exemplos mais conhecidos é o Enuma Elish, poema babilônico no qual a formação do cosmos está relacionada a uma disputa entre divindades. Nele, Marduk derrota Tiamat e, a partir dessa vitória, estabelece a organização do mundo. Existem elementos que podem parecer familiares ao leitor de Gênesis, como a presença das águas primordiais, o estabelecimento de uma ordem cósmica e a separação das estruturas que formam o mundo, o que levou estudiosos a comparar os dois relatos e outros textos do antigo Oriente Próximo.

As diferenças, entretanto, são tão importantes quanto as semelhanças. Em Gênesis, Deus não precisa nascer, conquistar sua posição, enfrentar outra divindade equivalente ou vencer uma batalha para conseguir criar. Não existe uma genealogia dos deuses e não existe um poder anterior ao qual o Deus bíblico esteja submetido. Enquanto narrativas mesopotâmicas frequentemente apresentam a ordem resultando de conflitos entre seres divinos, Gênesis retira grande parte desse drama: Deus fala e aquilo que ordena acontece. Como explica a professora Christine Hayes, da Universidade Yale, o relato bíblico compartilha imagens e temas presentes no ambiente cultural do antigo Oriente Próximo, mas os reorganiza profundamente dentro de uma visão particular de Deus, da natureza e do ser humano. A natureza deixa de ser apresentada como um conjunto de forças divinizadas e passa a existir como criação submetida a uma realidade divina que a transcende.

Essa comparação é particularmente importante porque modifica a pergunta que fazemos ao texto. Se lermos Gênesis como se seu objetivo principal fosse competir com um livro contemporâneo de cosmologia, facilmente surgirão confrontos entre suas imagens e aquilo que conhecemos atualmente sobre o Universo. Se o colocarmos dentro do ambiente intelectual e religioso em que surgiu, porém, percebemos outra disputa muito mais evidente: não necessariamente uma discussão sobre qual mecanismo físico criou o Universo, mas sobre o que é o Universo, de onde vem sua ordem e qual é a relação entre a natureza e Deus. Gênesis parece responder que o céu, a terra, as águas, a luz e posteriormente o Sol e a Lua não são deuses ou forças independentes; pertencem a uma realidade criada e organizada.

“Haja luz”: ordem antes dos astros

É nesse cenário que aparece uma das passagens mais conhecidas da Bíblia: “Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. Logo depois, Deus separa a luz das trevas, chama a luz de Dia e as trevas de Noite, estabelecendo o primeiro ciclo de tarde e manhã. Há, porém, uma característica curiosa na própria sequência narrativa: o Sol e a Lua ainda não foram apresentados. Os grandes luminares somente aparecem posteriormente, no quarto dia da criação. Se tentarmos tratar o capítulo como uma descrição científica moderna rigidamente cronológica, a existência de luz, dia, noite, tarde e manhã antes do Sol naturalmente gera dificuldades.

The Creation of Light (1866), de Gustave Doré, ilustra Gênesis 1:1–5 e o surgimento da luz em meio às trevas. Crédito: Wikimedia Commons / Domínio público.

Podemos tentar conciliar cada elemento da passagem com fenômenos físicos específicos, e muitos intérpretes fizeram isso ao longo da história, mas existe outra possibilidade: a sequência pode obedecer antes de tudo a uma lógica literária e teológica. A primeira grande intervenção descrita detalhadamente em Gênesis não é a fabricação de um objeto concreto, mas uma separação. Onde havia trevas, estabelece-se a distinção entre luz e escuridão; onde havia uma realidade ainda não organizada, começam a surgir ordem, diferença e função. Isso se repetirá durante o capítulo inteiro, e é justamente essa recorrência que permite pensar que o relato procura mostrar um cosmos sendo estruturado, e não necessariamente fornecer ao leitor uma cronologia física nos moldes que exigimos de uma explicação científica contemporânea.

Os “dias” da criação precisam significar 24 horas?

Quando Gênesis encerra essa primeira etapa dizendo que houve “tarde e manhã, o primeiro dia”, começamos a entrar em uma das discussões mais conhecidas sobre o capítulo. Uma leitura literal entende os dias da criação como períodos sucessivos comparáveis aos nossos dias de aproximadamente 24 horas, posição ainda defendida por determinados grupos religiosos. O problema é que a interpretação não literal desses dias não surgiu apenas depois da geologia moderna, da teoria da evolução ou das estimativas científicas sobre a idade da Terra. Muito antes de qualquer uma dessas discussões, pensadores cristãos já consideravam que o modo como Gênesis descrevia o tempo da criação não precisava corresponder simplesmente à nossa experiência cotidiana do tempo.

Santo Agostinho é particularmente importante nesse ponto. Escrevendo entre os séculos IV e V, mais de mil anos antes do nascimento da ciência moderna, Agostinho defendia que Deus não estaria inserido em uma sucessão temporal semelhante à nossa, esperando determinado momento para iniciar a criação. Em sua filosofia, Deus cria também o próprio tempo juntamente com a realidade mutável; por isso, perguntar o que Deus fazia “antes” da criação possui um problema conceitual, já que a própria ideia de “antes” depende da existência do tempo. Em sua interpretação de Gênesis, a criação poderia ser instantânea, enquanto a estrutura dos dias serviria para apresentar de maneira compreensível a ordem interna daquilo que foi criado. A Stanford Encyclopedia of Philosophy resume essa posição observando que, para Agostinho, os sete dias não precisavam ser entendidos literalmente, mas podiam funcionar como um recurso didático para tornar inteligível a ordem da realidade.

Essa observação é importante porque desmonta uma ideia muito comum no debate moderno: a de que toda leitura não literal de Gênesis seria apenas uma tentativa recente de adaptar a Bíblia às descobertas científicas. Agostinho não conhecia o Big Bang, a evolução biológica, a idade geológica da Terra ou a formação estelar, e ainda assim já percebia que uma leitura excessivamente simples da cronologia de Gênesis produzia dificuldades filosóficas. Mais importante ainda, sua postura diante das Escrituras admitia que determinados textos poderiam comportar diferentes interpretações desde que fossem compatíveis com a verdade e com o conjunto da fé cristã. Isso não significa que nossa interpretação seja automaticamente a mesma de Agostinho, mas demonstra que a tradição cristã sempre foi intelectualmente mais diversa do que a oposição moderna entre “literal” e “metafórico” costuma sugerir.

Metáfora não é sinônimo de mentira

Existe um obstáculo importante quando utilizamos palavras como “metáfora”, “símbolo” ou “linguagem figurada” para falar da Bíblia: no uso cotidiano, muitas pessoas entendem essas expressões como maneiras educadas de dizer que determinada coisa não aconteceu ou que uma narrativa é falsa. Entretanto, textos religiosos, filosóficos e literários trabalham frequentemente com uma ideia de verdade muito mais ampla do que uma simples descrição material de acontecimentos. Uma metáfora pode ser historicamente não literal e, ao mesmo tempo, procurar expressar aquilo que seus autores consideram uma verdade fundamental sobre a existência humana, Deus ou o mundo.

Por isso, perguntar se Gênesis utiliza linguagem simbólica não significa perguntar se “a Bíblia está errada”. Significa investigar qual tipo de afirmação o texto está tentando fazer. Uma explicação científica busca mecanismos observáveis e testáveis: matéria, energia, forças, tempo, transformação, causas físicas e relações quantitativas. Um texto teológico pode estar interessado em perguntas diferentes, como origem, significado, finalidade, dependência e relação entre o Criador e aquilo que é criado. Isso não torna ciência e religião automaticamente compatíveis em qualquer afirmação; quando duas proposições fazem afirmações contraditórias sobre o mesmo fenômeno, o conflito precisa ser discutido. Mas também não existe razão para presumir que cada frase de um texto religioso escrito no mundo antigo tenha sido formulada com a intenção de antecipar a linguagem de uma disciplina científica que surgiria milhares de anos depois.

Nossa leitura: uma realidade infinita explicada por uma linguagem finita

É aqui que chegamos à interpretação que queremos desenvolver nesta série. Se aceitarmos, como ponto de partida teológico, a própria premissa apresentada pela Bíblia — a existência de Deus como fundamento da criação —, surge um problema interessante: como uma realidade dessa dimensão seria explicada a seres humanos limitados pelo tempo, pela experiência e pela linguagem? Mesmo hoje, com telescópios, aceleradores de partículas, matemática avançada e séculos de ciência acumulada, conceitos relacionados ao início do Universo permanecem extremamente difíceis de compreender. Imagine então traduzir a totalidade da criação para sociedades antigas que conheciam o mundo principalmente através da experiência direta da terra, do céu, das águas, do Sol, da Lua, das estrelas, da alternância entre dia e noite e das estações.

Nossa leitura é que Gênesis pode ser compreendido como uma tradução da complexidade da criação para categorias humanas capazes de transmitir seu significado essencial. Não estamos afirmando que seja possível demonstrar historicamente que Deus decidiu “simplificar” uma explicação científica para os primeiros leitores da Bíblia; essa afirmação pertence ao campo da interpretação teológica e precisa ser apresentada como tal. O que podemos observar no próprio texto é que a narrativa utiliza imagens fundamentais da experiência humana — luz e trevas, águas e terra, céu e firmamento, tarde e manhã, trabalho e descanso — para organizar uma explicação sobre a origem e a ordem do mundo. A partir da fé, podemos então interpretar essa característica como parte da própria natureza de uma revelação: uma realidade transcendente sendo comunicada dentro dos limites da linguagem e da compreensão humana.

Nesse sentido, a simplicidade do texto deixa de ser um problema e pode se transformar justamente em uma de suas características mais interessantes. O Universo que hoje conhecemos possui aproximadamente incontáveis estruturas, processos e escalas difíceis até mesmo de imaginar, mas nenhum texto destinado a transmitir uma mensagem religiosa precisaria explicar nucleossíntese estelar, expansão cósmica ou formação planetária para afirmar que toda essa realidade possui uma origem. Para um homem do antigo Oriente Próximo, falar de águas, céu, terra, luz e escuridão era utilizar o mundo que ele conseguia observar; para nós, esses mesmos versos podem continuar funcionando não como substitutos da ciência, mas como uma linguagem que procura responder a uma pergunta diferente. A ciência pode investigar como a matéria se organizou ao longo do tempo; Gênesis parece estar muito mais interessado em afirmar por que o mundo pode ser pensado como uma realidade ordenada e de quem essa ordem depende.

Essa interpretação também nos impede de cometer um erro em sentido contrário. Não precisamos procurar o Big Bang escondido na expressão “Haja luz”, identificar cada dia da criação com uma era geológica ou transformar cada imagem antiga em uma previsão misteriosa de uma descoberta científica moderna. Fazer isso talvez seja exigir de Gênesis exatamente aquilo que estamos dizendo que ele não pretende ser. O valor do texto pode estar não em antecipar conhecimentos que seus primeiros leitores jamais poderiam compreender, mas em fornecer uma estrutura de significado suficientemente simples para atravessar épocas completamente diferentes sem depender do conhecimento científico específico de nenhuma delas.

O começo da Bíblia é, antes de tudo, uma afirmação sobre a ordem

Depois de apenas cinco versículos, ainda não apareceram Adão e Eva, o Jardim do Éden, o pecado, Israel, Moisés ou qualquer dos elementos que mais tarde dominarão grande parte da narrativa bíblica. Mesmo assim, ideias fundamentais já foram estabelecidas: existe Deus, existe uma realidade distinta de Deus, a natureza não ocupa o lugar de Deus e aquilo que inicialmente aparece sem forma definida começa a receber ordem, separação e significado. Luz e trevas ganham nomes; o tempo começa a ser organizado; o mundo deixa de aparecer apenas como profundidade escura e passa a apresentar uma estrutura.

Talvez seja esse o primeiro grande ensinamento de Gênesis. Antes de discutir seres humanos, moralidade, pecado ou salvação, a Bíblia começa afirmando que a realidade possui uma ordem e que essa ordem não é apresentada como resultado de uma luta entre divindades rivais. Deus simplesmente fala, e aquilo que estava indistinto começa a adquirir forma. Para quem lê o texto a partir da fé, a criação pode ser infinitamente mais complexa do que aquilo que esses poucos versículos descrevem sem que isso diminua sua mensagem; pelo contrário, talvez aquilo que lemos seja justamente uma maneira humana de falar sobre algo que ultrapassa radicalmente nossa capacidade de compreensão.

É com essa distinção que seguiremos nesta série. De um lado, tentaremos perguntar o que o texto significava dentro do mundo daqueles que o produziram e ouviram. De outro, perguntaremos o que podemos compreender dele hoje, depois de séculos de filosofia, teologia, arqueologia, história e ciência. Nem sempre essas respostas serão simples e certamente nem todos os pensadores concordarão entre si. Mas talvez seja precisamente nessa tensão entre um texto antigo e perguntas que continuam vivas que esteja uma das razões pelas quais Gênesis ainda provoca tanta discussão milhares de anos depois de suas primeiras palavras: “No princípio”.

FONTES

Sociedade Bíblica do Brasil — Gênesis 1, Almeida Revista e Atualizada. Texto bíblico em português utilizado como referência para Gênesis 1:1–5.
Gênesis 1 — Sociedade Bíblica do Brasil

Sefaria — Genesis 1. Texto hebraico e tradução judaica contemporânea, utilizada especialmente na análise de bereshit, tohu va-bohu e ruach Elohim.
Genesis 1 — Sefaria

Yale Open Courses — Christine Hayes, “The Hebrew Bible in Its Ancient Near Eastern Setting: Genesis 1–4 in Context”. Aula da Universidade Yale sobre Gênesis em relação ao antigo Oriente Próximo, incluindo a comparação com o Enuma Elish e a criação entendida como estabelecimento de ordem.
Genesis 1–4 in Context — Yale Open Courses

Yale Bible Study — “Genesis: Creation”. Material acadêmico sobre Gênesis 1–2, as possibilidades de tradução do primeiro versículo, tohu va-bohu, ruach Elohim e a relação da narrativa com tradições babilônicas.
Creation — Yale Bible Study

Robert D. Holmstedt — “The Syntax of Genesis 1:1–3”, Journal for Semitics. Estudo linguístico dedicado à sintaxe dos três primeiros versículos de Gênesis e às diferentes possibilidades de interpretação de bereshit.
The Syntax of Genesis 1:1–3 — Journal for Semitics

Santo Agostinho — Confissões, Livro XII. Reflexão de Agostinho sobre Gênesis, a criação, a matéria informe e a possibilidade de diferentes leituras das Escrituras.
Confessions, Book XII — New Advent

Stanford Encyclopedia of Philosophy — “Augustine of Hippo”. Síntese acadêmica do pensamento de Agostinho, incluindo sua concepção de criação e tempo e sua interpretação dos dias de Gênesis como uma maneira de tornar inteligível a ordem da criação.
Augustine of Hippo — Stanford Encyclopedia of Philosophy

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