Adam Smith, filósofo moral e economista escocês, em representação baseada no chamado Muir portrait. Muito antes de ser reduzido à ideia da “mão invisível”, Smith escreveu sobre simpatia, justiça, comércio e as instituições necessárias ao funcionamento da sociedade. Reprodução: Wikimedia Commons — domínio público.

Adam Smith defendia o egoísmo? O que o filósofo realmente pensava sobre riqueza, mercado e sociedade

Written by:

Transformado ao longo do tempo em símbolo do liberalismo econômico, Adam Smith costuma ser resumido à “mão invisível” e à ideia de que cada indivíduo deve buscar o próprio interesse. Mas o pensador escocês escreveu primeiro sobre simpatia, justiça e julgamento moral, dialogou com autores como David Hume, Bernard Mandeville, Richard Cantillon e François Quesnay e dedicou boa parte de sua obra econômica a criticar monopólios, privilégios e interesses empresariais organizados. Entender Smith exige voltar ao século XVIII e descobrir qual problema ele realmente tentava resolver.

Hoje Adam Smith aparece quase automaticamente associado ao capitalismo. Seu nome costuma surgir ao lado de expressões como livre mercado, interesse próprio e “mão invisível”, como se sua filosofia pudesse ser resumida numa frase: quando cada pessoa procura enriquecer, a sociedade inteira acaba beneficiada. O problema é que essa versão retira Smith do ambiente intelectual em que escreveu e transforma uma obra extensa em uma defesa genérica do egoísmo. Antes de publicar A Riqueza das Nações, em 1776, ele já era conhecido como professor e filósofo moral e havia lançado, em 1759, A Teoria dos Sentimentos Morais, uma investigação sobre como julgamos os outros, como desenvolvemos consciência moral e por que somos capazes de nos importar com aquilo que acontece a pessoas diferentes de nós.

As duas obras não precisam ser tratadas como se pertencessem a autores diferentes. Smith estava tentando compreender uma mesma sociedade a partir de dimensões distintas. Em relações morais, seres humanos buscam aprovação, desenvolvem simpatia e aprendem a observar a própria conduta como se fossem vistos por um espectador imparcial. Nas relações comerciais, porém, não podemos depender da benevolência de desconhecidos sempre que precisamos comprar pão, roupas ou qualquer outro produto. A sociedade moderna precisa descobrir maneiras de coordenar pessoas que possuem objetivos próprios sem pressupor que todos sejam amigos ou estejam constantemente preocupados uns com os outros. É nesse ponto que filosofia moral e economia começam a se encontrar.

Antes de explicar o mercado, Smith tentou explicar por que conseguimos viver juntos

A Teoria dos Sentimentos Morais começa muito longe da caricatura do ser humano puramente egoísta. Smith argumenta que possuímos uma capacidade de imaginar a situação de outra pessoa e, de alguma maneira, participar de seus sentimentos. Ele utiliza a palavra sympathy, cujo sentido em sua obra é mais amplo do que simplesmente sentir pena: trata-se da possibilidade de deslocar imaginativamente nosso ponto de vista e tentar compreender aquilo que outra pessoa sente. Essa capacidade não nos torna automaticamente altruístas, mas permite que aprovação, reprovação, reputação e consciência moral participem da organização da vida social.

Folha de rosto da primeira edição de A Teoria dos Sentimentos Morais, publicada por Adam Smith em 1759. A obra discute simpatia, julgamento moral e a capacidade humana de observar a própria conduta a partir do ponto de vista dos outros. Reprodução: Wikimedia Commons — domínio público.

Desse processo surge uma das figuras mais importantes de sua filosofia: o espectador imparcial. Quando avaliamos nossa própria conduta, tendemos naturalmente a favorecer nossos interesses e justificar nossas escolhas. Smith acredita que aprendemos, pela convivência, a imaginar como nossas ações seriam vistas por alguém informado e sem interesse pessoal na situação. Essa figura interiorizada funciona como referência para o julgamento moral. Por isso, reduzir Smith à ideia de que “o egoísmo é bom” produz quase o oposto daquilo que encontramos em sua primeira grande obra: para ele, uma vida moral exige justamente aprender a controlar nossa parcialidade e enxergar nossas ações a partir de uma posição menos dominada pelo próprio interesse.

Essa preocupação também ajuda a entender a proximidade de Smith com David Hume, seu amigo e uma das maiores figuras do Iluminismo escocês. Hume já havia tratado sentimentos, costumes, comércio e instituições como fenômenos que podiam surgir historicamente das interações humanas, em vez de dependerem sempre de um grande planejador. Smith desenvolveria essa tradição de maneira própria, procurando compreender como normas morais, divisão do trabalho e instituições econômicas podem emergir gradualmente da atividade de inúmeras pessoas.

David Hume retratado por Allan Ramsay em 1766. Amigo próximo de Adam Smith, Hume também escreveu sobre moral, comércio, dinheiro e formação das instituições sociais durante o Iluminismo escocês. Reprodução: Wikimedia Commons — domínio público.

Smith não inventou a economia: havia um debate inteiro antes dele

Quando A Riqueza das Nações foi publicada, em 1776, discussões sobre comércio, moeda, agricultura e riqueza nacional já existiam havia muito tempo. O que posteriormente seria chamado de mercantilismo reunia políticas e argumentos variados, mas frequentemente associava prosperidade nacional a superávits comerciais, acumulação de metais preciosos, proteção da produção doméstica e concessão de privilégios ou monopólios a determinados grupos comerciais. Smith dedicou grande parte de seu livro a atacar aquilo que chamava de “sistema mercantil”, argumentando que possuir mais ouro não era o mesmo que possuir uma sociedade mais rica. Para ele, o ponto central deveria ser a capacidade de produzir e obter bens que efetivamente melhorassem as condições materiais da população.

Folha de rosto de Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações, publicada em 1776. Na obra, Smith analisa divisão do trabalho, comércio, produtividade, monopólios e funções do Estado. Reprodução: Wikimedia Commons — domínio público.

Outros pensadores já vinham tentando construir uma compreensão mais sistemática desse processo. Richard Cantillon, cujo Ensaio sobre a Natureza do Comércio em Geral apareceu em meados do século XVIII, analisou a economia como um sistema de relações entre produção, circulação, preços e mercados. Sua obra antecede Smith e mostra que a chamada economia clássica não nasceu repentinamente em 1776. O próprio esforço de pensar uma sociedade econômica como um mecanismo interdependente estava sendo construído pouco a pouco por autores de diferentes países e tradições intelectuais.

Esse ambiente ajuda a evitar outra simplificação: chamar Smith de “inventor do capitalismo”. Ele foi decisivo para a história da economia política, mas trabalhou sobre problemas que já estavam sendo formulados por autores anteriores e contemporâneos. Sua originalidade aparece menos em inventar sozinho uma disciplina do que em reunir questões sobre produção, comércio, trabalho, instituições e comportamento humano dentro de um sistema extraordinariamente abrangente.

Mandeville havia colocado uma pergunta incômoda na mesa

Entre os pensadores anteriores a Smith, Bernard Mandeville merece atenção justamente porque formulou uma provocação que repercutiria durante todo o século XVIII. Em A Fábula das Abelhas, ele associou provocativamente “vícios privados” a “benefícios públicos”, sugerindo que paixões consideradas moralmente condenáveis, como luxo, vaidade e busca por interesse próprio, poderiam contribuir para movimentar uma sociedade comercial e produzir prosperidade. A tese provocou escândalo porque atacava a ideia intuitiva de que uma sociedade economicamente bem-sucedida necessariamente deveria nascer das virtudes individuais de seus habitantes.

Smith criticava elementos importantes de Mandeville e não aceitava simplesmente que vício privado fosse sinônimo de benefício social. Mas havia uma pergunta poderosa ali: como ações realizadas por motivos individuais podem produzir consequências coletivas que ninguém pretendia produzir? Essa questão atravessa Hume e chega a Smith. A resposta smithiana, porém, acrescenta instituições, normas, concorrência e justiça. Interesse próprio pode participar da coordenação econômica, mas isso não significa que qualquer comportamento movido por interesse próprio seja socialmente desejável. A diferença é fundamental para compreender posteriormente a famosa “mão invisível”.

Na França, Quesnay tentou desenhar a economia inteira numa tabela

Outra influência relevante veio dos fisiocratas franceses, especialmente François Quesnay. Médico da corte de Luís XV, Quesnay tentou compreender a economia quase como um organismo, observando a circulação de riqueza entre diferentes grupos sociais. Seu célebre Tableau économique, publicado no final da década de 1750, representava fluxos de produção e renda entre agricultores, proprietários e atividades urbanas. Os fisiocratas defendiam uma ordem econômica mais livre e criticavam diversas restrições do sistema mercantil, mas sustentavam que a agricultura possuía uma capacidade especial de produzir excedente, ponto do qual Smith posteriormente discordaria.

O Tableau Économique, de François Quesnay, publicado em 1759. Os fisiocratas tentavam representar a circulação da renda e da produção entre diferentes grupos da sociedade, décadas antes da consolidação da economia política clássica. Reprodução: Wikimedia Commons — domínio público.

Smith conheceu Quesnay e outros intelectuais franceses durante sua passagem pela França na década de 1760 e demonstrou grande respeito pelos fisiocratas, mesmo rejeitando partes de seu sistema. O contato importa porque mostra que A Riqueza das Nações nasce de um debate internacional: havia ingleses, escoceses, franceses e irlandeses tentando responder à mesma pergunta básica — de onde vem a riqueza de uma sociedade? Para os mercantilistas, ouro e comércio exterior ocupavam posição central; para os fisiocratas, a terra e seu excedente; Smith deslocaria o foco novamente, colocando a produtividade do trabalho e a divisão das atividades no centro da explicação.

O começo de A Riqueza das Nações não fala da mão invisível: fala de trabalho

Uma das imagens mais conhecidas do livro é a fábrica de alfinetes. Smith observa que, se uma única pessoa tivesse de produzir um alfinete inteiro sozinha, realizando cada etapa do processo, sua produtividade seria muito pequena. Quando a produção é dividida em tarefas especializadas, porém, diferentes trabalhadores repetem operações específicas e o número de objetos produzidos aumenta enormemente. A divisão do trabalho, para Smith, é uma das grandes fontes de aumento da capacidade produtiva.

Essa especialização não surge, em sua explicação, porque algum governante desenhou antecipadamente todo o sistema. Ela aparece lentamente a partir das trocas e da tendência humana a negociar. Uma pessoa percebe que consegue produzir determinado bem com maior eficiência, outra se especializa em outra atividade, e as duas passam a depender da troca para obter aquilo que não produzem diretamente. Com a expansão dos mercados, essa especialização pode se aprofundar, elevando a quantidade de bens disponíveis. O crescimento da riqueza deixa então de ser pensado simplesmente como acumulação de moeda e passa a depender da produtividade, da organização do trabalho, da extensão dos mercados e da capacidade de troca.

É nessa passagem que aparece a célebre comparação com o açougueiro, o cervejeiro e o padeiro. Smith observa que normalmente não conseguimos nosso jantar dependendo exclusivamente da benevolência dessas pessoas: oferecemos algo em troca que também atende aos interesses delas. A passagem não afirma que os seres humanos sejam incapazes de generosidade; ela explica por que uma economia de desconhecidos pode funcionar sem exigir benevolência pessoal em cada transação. O mesmo Smith que escreveu sobre simpatia em 1759 está descrevendo, em 1776, outra espécie de relação social.

E então aparece a “mão invisível”

A metáfora ficou muito maior na posteridade do que ocupa dentro da própria arquitetura de A Riqueza das Nações. Na passagem mais conhecida, Smith descreve um indivíduo que direciona seu capital buscando o próprio ganho e, sem necessariamente pretender beneficiar a sociedade, pode contribuir para um resultado coletivo que não fazia parte de sua intenção. É daí que vem a expressão “mão invisível”.

O erro começa quando essa passagem é transformada numa espécie de lei universal segundo a qual toda busca individual por lucro inevitavelmente produz o melhor resultado possível. Smith não escreveu isso. Seu livro contém inúmeras situações em que interesses particulares entram em conflito com o interesse da sociedade. Ele critica monopólios, companhias com privilégios exclusivos e políticas comerciais moldadas para beneficiar determinados produtores. Em sua análise do sistema mercantil, chega a identificar comerciantes e fabricantes como importantes responsáveis por regras que protegiam seus próprios interesses às custas de consumidores e concorrentes.

Portanto, a mão invisível não é uma força sobrenatural que transforma automaticamente ganância em bem-estar. É uma maneira de mostrar que resultados sociais podem surgir sem terem sido planejados como objetivos individuais, especialmente quando trocas e investimentos ocorrem dentro de determinadas instituições. O funcionamento desse mecanismo depende justamente de condições como concorrência, segurança jurídica e ausência de privilégios capazes de permitir que grupos privados controlem o mercado em benefício próprio.

O defensor do mercado também desconfiava dos empresários

Esse é um lado de Smith que costuma desaparecer quando ele é transformado simplesmente em ícone empresarial. Seu apoio à liberdade de comércio não significa confiança irrestrita em comerciantes. Pelo contrário, ele observa repetidamente que produtores possuem incentivos para buscar restrições que reduzam a concorrência. Empresas desejam mercados livres quando a liberdade as beneficia, mas podem tentar utilizar o Estado para criar barreiras quando essas barreiras protegem seus lucros.

Smith via de maneira especialmente crítica companhias monopolistas que acumulavam funções econômicas e políticas. Ao discutir grandes companhias comerciais europeias, como as que atuavam na Ásia, ele mostra como o interesse de uma organização enquanto comerciante podia entrar diretamente em conflito com aquilo que seria desejável para a população submetida ao seu poder. Por isso, defender mercados contra interferências arbitrárias do governo não significava entregar a organização social aos maiores agentes privados. Monopólio concedido pelo Estado e captura da legislação por interesses empresariais eram precisamente alguns dos alvos de sua crítica.

Essa posição também ajuda a entender por que é inadequado resumir Smith como defensor de um Estado que simplesmente desaparece da economia. A Riqueza das Nações dedica todo o Livro V às despesas e receitas do poder público, discutindo defesa, administração da justiça, obras públicas, instituições que facilitam o comércio e educação. O Estado não deveria planejar cada decisão produtiva, mas havia tarefas que Smith considerava necessárias justamente para que uma sociedade comercial pudesse funcionar.

A própria divisão do trabalho tinha um problema

Smith também percebia que o mesmo processo que elevava a produtividade podia produzir efeitos ruins sobre quem trabalhava. Quando uma pessoa passa a vida inteira repetindo uma quantidade muito pequena de operações, sua atividade intelectual pode se tornar extremamente limitada. Esse é um dos motivos pelos quais sua discussão sobre educação aparece no livro dedicado às funções do governo. A eficiência econômica, portanto, não era o único critério possível para avaliar uma sociedade comercial.

Esse detalhe é importante porque impede transformar Smith tanto em santo quanto em vilão de uma ideologia posterior. Ele enxergava enorme capacidade produtiva na especialização e nos mercados, mas também estudava os efeitos sociais dessas mesmas instituições. Sua obra não oferece simplesmente a ideia de que “quanto mais mercado, melhor”. Ela procura identificar quais instituições permitem que interesses individuais produzam cooperação e quais situações permitem que esses interesses sejam transformados em privilégios, monopólios ou exploração do poder político.

Então existe uma contradição entre simpatia e interesse próprio?

Durante muito tempo, alguns leitores enxergaram uma tensão entre as duas grandes obras de Smith. Em A Teoria dos Sentimentos Morais, seres humanos parecem capazes de simpatia, autocontrole e preocupação com o julgamento alheio; em A Riqueza das Nações, respondem a incentivos e procuram seus próprios interesses. Mas a contradição diminui quando percebemos que Smith não está tentando reduzir todo comportamento humano a uma única motivação.

Não esperamos que o padeiro produza pão exclusivamente porque se preocupa conosco, mas isso não significa que o padeiro seja incapaz de amizade, compaixão ou senso de justiça. Da mesma maneira, uma pessoa pode ajudar um amigo por afeto e negociar o preço de um produto com um desconhecido buscando vantagem para si. Sociedades modernas funcionam justamente porque diferentes relações mobilizam diferentes motivações. Para Smith, o mercado permite coordenar interesses sem exigir intimidade moral entre milhões de pessoas, enquanto justiça, normas e sentimentos morais estabelecem limites para a maneira como esses interesses podem ser perseguidos.

Vista dessa forma, sua pergunta é muito maior do que “devemos deixar o mercado livre?”.

Smith quer entender como uma sociedade formada por pessoas que não são nem perfeitamente altruístas nem completamente egoístas consegue produzir cooperação, riqueza e alguma ordem social.

Adam Smith talvez seja mais interessante quando deixa de ser um slogan

A história que leva até Smith passa por mercantilistas preocupados com comércio e metais preciosos, Cantillon tentando compreender o funcionamento geral da economia, Mandeville provocando seus contemporâneos com a relação entre paixões privadas e resultados públicos, Hume investigando sentimentos e instituições e Quesnay desenhando a circulação da riqueza francesa. Smith absorveu parte desse debate e rejeitou outra parte, construindo uma síntese que transformaria profundamente a economia política.

Sua contribuição também não foi dizer simplesmente que riqueza é boa ou que interesse próprio deve ser libertado de qualquer limite. Foi mostrar que uma sociedade comercial pode produzir coordenação sem um planejador central determinar cada troca, ao mesmo tempo em que alertava para monopólios, privilégios e interesses organizados capazes de distorcer esse processo.

Talvez seja por isso que a “mão invisível” seja uma porta de entrada tão ruim quando tratada isoladamente.

Antes dela existe uma teoria sobre simpatia.

Ao redor dela existe uma teoria sobre instituições.

E depois dela existe uma longa discussão sobre justiça, educação, obras públicas, impostos, monopólios e poder econômico.

Adam Smith não tentou provar que seres humanos são egoístas e que o egoísmo resolve tudo.

Tentou compreender algo mais difícil:

como uma sociedade pode transformar interesses individuais em cooperação sem imaginar que seus indivíduos sejam santos — e sem permitir que os mais poderosos escrevam todas as regras em benefício próprio.

FONTES

Stanford Encyclopedia of Philosophy — Adam Smith
Apresenta a relação entre filosofia moral, simpatia, espectador imparcial, política e economia no pensamento de Smith. Enciclopédia de Filosofia de Stanford

Adam Smith — A Teoria dos Sentimentos Morais
Texto da obra de 1759 em que Smith desenvolve sua teoria da simpatia e do julgamento moral. Biblioteca Online da Liberdade

Adam Smith — A Riqueza das Nações, volume I
Fonte primária para divisão do trabalho, troca, interesse próprio, sistema mercantil e a passagem da “mão invisível”. Biblioteca Online da Liberdade

Adam Smith — A Riqueza das Nações, volume II
Reúne as discussões sobre monopólios, comércio, funções do Estado, obras públicas, educação, impostos e dívida pública. Biblioteca Online da Liberdade

Richard Cantillon — Ensaio sobre a Natureza do Comércio em Geral
Obra anterior a Smith que procura construir uma análise sistemática das relações econômicas. Biblioteca Online da Liberdade

Stanford Encyclopedia of Philosophy — Bernard Mandeville
Contextualiza A Fábula das Abelhas, a ideia de “vícios privados, benefícios públicos” e sua influência nos debates que alcançaram Hume e Smith. Enciclopédia de Filosofia de Stanford

Larousse — François Quesnay
Apresenta Quesnay, os fisiocratas e o Tableau économique, importante tentativa de representar a circulação da riqueza. Larousse

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre ALÉM DA MANCHETE

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo