O escritor e psiquiatra deixou de ser apenas um nome periférico na eleição de 2026 e chegou a 8% no Datafolha, enquanto outros levantamentos já o colocaram perto ou acima dos 10%. Seu programa de governo é extenso e incomum: mistura saúde mental, empreendedorismo em massa, inteligência artificial, telemedicina, mudanças profundas no STF e até a adoção do semipresidencialismo. Mas o crescimento nas pesquisas traz uma pergunta inevitável: o que, de fato, Augusto Cury já fez — e quanto daquilo que promete conseguiria transformar em política de governo?
Durante décadas, o nome Augusto Cury esteve associado sobretudo às prateleiras de livrarias. Médico, psiquiatra e autor de dezenas de obras voltadas à psicologia, comportamento e desenvolvimento emocional, ele construiu uma audiência nacional muito antes de entrar na política eleitoral. Em 2026, aos 67 anos, disputa pela primeira vez um cargo eletivo, concorrendo à Presidência pelo Avante ao lado do vice Júlio Delgado. A Reuters o descreve como um escritor de grande alcance, sem experiência anterior em mandato eletivo, que tenta ocupar um espaço de centro ao se apresentar como alternativa à polarização entre esquerda e direita.
Até poucas semanas atrás, sua candidatura parecia pouco capaz de alterar o desenho da eleição. Isso mudou rapidamente. Cury chegou a 11% na pesquisa Nexus/BTG, marcou 7,8% no AtlasIntel/Bloomberg e, no Datafolha divulgado em 3 de setembro, alcançou 8%, depois de registrar 2% duas semanas antes. O resultado ainda o mantém distante de Lula e Flávio Bolsonaro, mas consolidou o escritor como o terceiro nome do levantamento e deu outra dimensão à pergunta sobre suas propostas. Quando um candidato deixa de ser apenas uma possibilidade remota e passa a reunir milhões de intenções de voto, seu currículo e seu programa deixam de ser curiosidades de campanha e passam a merecer o mesmo tipo de escrutínio aplicado aos líderes da disputa.
O documento registrado pela candidatura no Tribunal Superior Eleitoral ajuda a mostrar a dimensão de sua ambição. São 200 páginas e 18 projetos, além de uma longa parte introdutória dedicada à polarização, àquilo que Cury chama de “cultura da paz” e à aplicação de conceitos de gestão emocional à sociedade e ao Estado. O programa tenta combinar posições normalmente associadas a campos políticos diferentes: defende responsabilidade fiscal, liberdade econômica e empreendedorismo, mas também manutenção do Bolsa Família, políticas sociais, intervenção pública na saúde, programas de moradia e maior atuação estatal em determinadas áreas. No próprio texto, Cury resume essa posição dizendo valorizar princípios econômicos identificados com a direita e preocupações sociais tradicionalmente associadas à esquerda.
A proposta é ampla. A questão mais importante, portanto, não é simplesmente perguntar se as ideias parecem boas ou ruins isoladamente. É verificar quanto elas são detalhadas, quanto custariam, quais dependem diretamente do presidente e quais exigiriam que Cury convencesse um Congresso que ele nunca integrou.
Um currículo construído fora da política — e uma controvérsia acadêmica que ainda precisa ser esclarecida
Talvez a principal diferença entre Cury e quase todos os candidatos competitivos seja justamente aquilo que ele não possui no currículo: uma trajetória eleitoral. Ele nunca administrou um estado, uma prefeitura, um ministério nem exerceu mandato no Congresso. Sua carreira foi construída como médico, escritor, palestrante e empresário, além de atividades ligadas ao setor rural e educacional que ele próprio apresenta como experiência de gestão. Para seus apoiadores, essa ausência de carreira partidária pode reforçar a imagem de outsider; do ponto de vista institucional, porém, também significa que não existe um histórico de administração pública pelo qual seja possível avaliar como ele lida com orçamento, coalizões parlamentares, burocracia estatal e execução de políticas em grande escala.
Existe ainda uma questão recente envolvendo sua formação acadêmica. O plano de governo entregue ao TSE afirma que Cury realizou em 2013 um doutorado em “Psicologia Multifocal” pela Florida Christian University, nos Estados Unidos. A Folha de S.Paulo mostrou, porém, que seu currículo Lattes registra um Doctor of Business Administration, e o próprio Cury havia afirmado anteriormente que não apresentava esse título como um doutorado acadêmico em psicologia. Após a reportagem, um ex-reitor da instituição disse que o curso concluído teria sido em psicologia clínica. A universidade, de orientação religiosa, também não possui acreditação por uma agência oficial de credenciamento do sistema americano. Procurada pela reportagem, a campanha não esclareceu de forma conclusiva a divergência entre as diferentes descrições do título.
Isso não apaga sua formação médica nem sua extensa carreira editorial, mas cria uma distinção importante para uma análise de currículo: há uma inconsistência pública na maneira como uma de suas titulações de pós-graduação foi apresentada, e o assunto ainda carece de uma explicação definitiva da campanha. A mesma discussão atinge a chamada Teoria da Inteligência Multifocal, criada por Cury e central em boa parte de sua produção. A Folha ouviu especialistas que questionaram sua validação científica; o escritor, por sua vez, sustenta que se trata de uma formulação teórica própria, sujeita a crítica, comprovação ou refutação.
Essa questão ganha importância política porque ideias derivadas de sua trajetória em saúde emocional aparecem diretamente no programa de governo. Quando uma abordagem pessoal deixa de ser utilizada em livros, cursos ou palestras e passa a ser proposta para políticas educacionais nacionais, a exigência de avaliação por evidências, testes independentes e mecanismos públicos de acompanhamento se torna consideravelmente maior.
Na economia, Cury tenta juntar responsabilidade fiscal e empreendedorismo em massa
O eixo econômico começa com uma promessa bastante tradicional: perseguir déficit público próximo de zero durante o mandato, reduzir gradualmente o peso da dívida, controlar desperdícios e realizar uma reforma administrativa. O plano também prevê metas de eficiência para ministérios, maior digitalização da máquina pública, uso de inteligência artificial para cruzar informações e concluir a transição da reforma tributária buscando uma carga menor ao final do processo.
Mas a característica mais própria de Cury não está no ajuste fiscal. Está na aposta de que uma transformação do mercado de trabalho viria por meio do empreendedorismo em massa. O programa fala em formar 10 milhões de novos microempreendedores, criar 10 mil núcleos ou clubes de empreendedorismo e estruturar um Banco do Empreendedor, com linhas progressivas que poderiam chegar a R$ 20 mil e juros de 5% a 6% ao ano. Parte dos recursos viria de lucros de empresas em que a União possui participação, enquanto fundos rotativos, bancos, cooperativas, fintechs e capital privado também participariam do financiamento.
É uma das partes mais concretas do documento, inclusive com algumas estimativas financeiras. No projeto voltado às comunidades, por exemplo, o plano calcula que regularização fundiária, urbanização, formação e capitalização do sistema de crédito poderiam demandar algo entre R$ 145 bilhões e R$ 280 bilhões ao longo de dez anos, ressaltando que parte desse montante seria crédito rotativo e que os investimentos seriam repartidos entre diferentes entes e fontes. Isso diferencia o programa de documentos eleitorais que apenas anunciam objetivos sem tentar apresentar qualquer ordem de grandeza de custo.
Ainda assim, existe uma questão econômica que permanece aberta: criar milhões de empreendedores não equivale automaticamente a criar milhões de negócios sustentáveis. Crédito barato pode facilitar a entrada, mas empresas precisam de consumidores, produtividade, acesso a mercados e capacidade de sobreviver depois dos primeiros anos. Da mesma maneira, perseguir déficit próximo de zero ao mesmo tempo em que se criam novos programas de crédito, saúde, segurança, educação e infraestrutura exigiria prioridades orçamentárias muito claras. O plano apresenta mecanismos de financiamento para vários projetos individualmente, mas o desafio de um governo seria compatibilizar todas essas promessas dentro de um único orçamento federal.
No campo social, Cury não propõe extinguir o Bolsa Família. O programa pretende permitir que uma pessoa que consiga emprego formal ou abra uma microempresa continue recebendo o benefício por determinado período, tentando reduzir o medo de perder imediatamente a renda ao entrar no mercado de trabalho. O documento também propõe regularizar até cinco milhões de moradias em dez anos, ampliar cooperativas e combinar titulação de imóveis com urbanização, educação financeira, empreendedorismo e microcrédito.
É possível perceber uma lógica comum atravessando várias áreas do programa: em vez de concentrar a política social apenas na transferência de renda, Cury procura associá-la à formação, ao crédito e à geração de renda própria. A dificuldade será demonstrar que essa transição pode ocorrer sem transformar uma política de proteção social em pressão para que pessoas vulneráveis empreendam mesmo quando não possuem condições ou perfil para isso.
Educação e saúde são as áreas em que sua trajetória pessoal mais aparece
Na educação, Cury propõe transformar escolas de tempo integral em ambientes que chama de “clubes de desenvolvimento humano”, incorporando educação financeira, empreendedorismo e gestão emocional. O programa também prevê uma política nacional voltada a alunos com autismo, TDAH, dislexia e altas habilidades, formação específica de professores, maior integração entre ensino médio e formação técnica e cobrança de universidades por pesquisa aplicada, patentes e criação de empresas inovadoras.
Há ideias que dialogam com problemas reconhecidos da educação brasileira — saúde mental de estudantes, inclusão de neurodivergentes, formação profissional e aproximação entre pesquisa e aplicação tecnológica. Ao mesmo tempo, o programa incorpora conceitos educacionais desenvolvidos pelo próprio candidato. Isso cria uma pergunta que seria importante em eventual governo: os métodos adotados seriam definidos a partir da produção intelectual de Cury ou submetidos a avaliações independentes, experimentação e comparação com outras abordagens pedagógicas? Em política pública, especialmente quando milhões de crianças são afetadas, a avaliação empírica precisa pesar mais do que a identificação pessoal do governante com um determinado método.
Na saúde, uma das promessas mais ousadas é transformar o Brasil em uma referência mundial de telemedicina. O plano propõe que cerca de 80% das consultas básicas possam ser resolvidas por atendimento digital, combinando isso com triagem por inteligência artificial, laudos eletrônicos, integração entre unidades e pontos públicos de acesso para pessoas sem internet ou equipamento próprio. Também prevê um programa nacional de saúde mental com atenção especial à ansiedade, depressão, automutilação e suicídio, além de uma rede de prevenção e detecção precoce de câncer.
A telemedicina pode ampliar o acesso em regiões com poucos profissionais e evitar deslocamentos desnecessários, mas a meta de resolver aproximadamente quatro em cada cinco consultas básicas remotamente é extremamente ambiciosa. Uma consulta digital não substitui exame físico, procedimentos, coleta de material ou atendimento presencial quando clinicamente necessário. Para que uma expansão dessa escala funcione, seriam necessárias infraestrutura digital, interoperabilidade entre sistemas, protocolos clínicos, proteção de dados e capacidade presencial suficiente para receber os pacientes que a triagem remota encaminhar. O plano reconhece parte do problema de acesso ao prever pontos públicos assistidos, mas a execução seria tão importante quanto a tecnologia escolhida.
Segurança: integração, inteligência artificial, drones — e uma nova força municipal
Na segurança pública, Cury defende recriar um Ministério da Segurança Pública e ampliar o compartilhamento de informações entre Polícia Federal, polícias estaduais, guardas municipais, Receita Federal, Coaf, Ministério Público e Judiciário. O programa procura atacar facções não apenas pelo confronto policial, mas também pelo rastreamento de lavagem de dinheiro e de suas estruturas financeiras. Prevê ainda câmeras inteligentes, drones, análise preditiva e reforço tecnológico em fronteiras, portos e rotas de tráfico.
A proposta mais incomum é a FOCO — Força de Combate Preventivo, que o documento imagina formar utilizando até 5% dos servidores de cada município, depois de treinamento, para prevenção e apoio às forças policiais. Esse ponto exigiria uma construção jurídica e federativa particularmente cuidadosa: municípios possuem autonomia administrativa, segurança pública envolve competências distribuídas entre União e estados, e criar uma nova estrutura com funções policiais não depende simplesmente de uma decisão do presidente. Mesmo que a ideia fosse politicamente aceita, seria necessário definir atribuições, treinamento, controle externo, financiamento e relação com guardas municipais e polícias já existentes.
Esse é um padrão que aparece em diversos pontos do plano: tecnologia ocupa um espaço enorme. Inteligência artificial, drones, automação e sistemas digitais aparecem na segurança, fiscalização, agricultura, prevenção de incêndios, regularização fundiária e gestão do Estado. A vantagem é reconhecer que a administração pública pode utilizar ferramentas modernas para ganhar eficiência. O risco é tratar tecnologia como solução para problemas cuja maior dificuldade é institucional. Um algoritmo pode identificar uma anomalia; ele não substitui investigação, fiscalização, pessoal qualificado, regras claras e capacidade administrativa.
As propostas para o STF e o sistema de governo são muito mais radicais do que parecem
Entre todas as propostas, algumas das maiores mudanças não estão na economia nem nos programas sociais. Estão na estrutura do próprio Estado brasileiro.
Cury propõe substituir o modelo presidencialista atual por um semipresidencialismo, no qual o presidente continuaria como autoridade de Estado enquanto um primeiro-ministro apoiado pela maioria parlamentar assumiria a condução cotidiana do governo. O plano argumenta que isso reduziria a concentração de responsabilidades na Presidência e permitiria substituir um primeiro-ministro que perdesse apoio sem mergulhar o país em uma longa crise institucional.
O programa também pretende reformar profundamente o Supremo Tribunal Federal. Propõe mandato de oito anos para ministros, redução da composição de 11 para 9 integrantes, idade mínima de 50 anos, impedimento para quem tenha sido filiado a partido nos cinco anos anteriores e uma nova forma de escolha. Segundo o texto, seis vagas seriam destinadas à magistratura, duas ao Ministério Público e uma à advocacia, com seleção realizada pelas respectivas categorias, retirando do presidente a atual prerrogativa de indicar os ministros.
Hoje, a Constituição estabelece que o STF possui 11 ministros, nomeados pelo presidente após aprovação pela maioria absoluta do Senado. Alterar esse desenho e implantar um novo sistema de governo não seriam medidas que Cury poderia simplesmente executar após tomar posse. Mudanças constitucionais precisam passar pela Câmara e pelo Senado em dois turnos e obter três quintos dos votos em cada Casa. Portanto, essas talvez sejam algumas das propostas mais marcantes do programa — e, simultaneamente, algumas das mais dependentes da capacidade de construir uma enorme maioria parlamentar.
Isso nos leva diretamente ao maior ponto de interrogação em uma eventual Presidência de Augusto Cury: governabilidade.
Um plano ambicioso encontra um candidato sem histórico de governar
Não ter exercido cargo político anteriormente não significa que uma pessoa seja incapaz de governar. Também não significa, por si só, que será mais eficiente por vir “de fora da política”. A Presidência brasileira depende de uma estrutura particularmente complexa: Congresso fragmentado, governadores, tribunais, servidores de carreira, orçamento público, partidos e negociações permanentes. Um presidente pode ter excelentes ideias e ainda assim descobrir que possuir a caneta é muito diferente de possuir votos no Congresso.
Esse aspecto é especialmente relevante para Cury porque seu programa contém justamente propostas que dependem de mudanças legislativas e constitucionais de grande escala. Seu partido, o Avante, possui uma estrutura parlamentar muito menor que as grandes legendas que tradicionalmente sustentam governos. Se fosse eleito, Cury precisaria montar rapidamente uma coalizão muito mais ampla que seu próprio partido para aprovar reformas, orçamento e projetos. A mesma imagem de outsider que hoje favorece sua tentativa de ocupar um espaço fora da polarização poderia transformar-se em dificuldade caso não fosse acompanhada de capacidade de negociação institucional. A Reuters observa justamente que sua candidatura combina grande projeção pública com ausência de experiência em cargo eletivo.
Por outro lado, o plano não pode ser descartado como um conjunto de slogans. Há metas numéricas, projetos detalhados e até estimativas financeiras em determinadas áreas. A regularização de cinco milhões de moradias, o fundo de crédito, a telemedicina, o modelo de segurança, a meta ambiental de uma matriz energética 90% limpa até 2040 e as mudanças institucionais são propostas suficientemente concretas para serem debatidas e cobradas. O documento oficial também permite identificar lacunas: por exemplo, o eixo trabalhista concentra-se fortemente no empreendedorismo e não apresenta uma proposta específica para a escala 6×1, tema que ganhou espaço no debate eleitoral deste ano.
Afinal, o que o plano de Cury revela sobre um possível governo?
Se fosse necessário resumir as 200 páginas em uma ideia, um governo Cury tentaria combinar Estado tecnologicamente mais ativo, disciplina fiscal e uma aposta muito forte na transformação do cidadão em empreendedor. Saúde mental e educação emocional seriam marcas políticas; inteligência artificial e drones seriam ferramentas recorrentes; o Bolsa Família permaneceria, mas ligado a mecanismos de transição para trabalho e renda; e o sistema institucional brasileiro passaria por uma tentativa de reforma que atingiria tanto a Presidência quanto o Supremo.
É um programa que possui propostas originais, algumas bastante detalhadas e outras extremamente ambiciosas. Também carrega uma característica inevitável de seu autor: conceitos construídos durante sua carreira como escritor e psiquiatra atravessam a visão de educação, saúde e até de política. Isso pode ser apresentado como coerência entre trajetória e programa, mas também exige escrutínio sobre evidência científica e sobre a fronteira entre uma metodologia associada ao candidato e uma política pública destinada a milhões de brasileiros.
Seu currículo produz uma ambiguidade semelhante. Cury chega à política com patrimônio, reconhecimento editorial, experiência empresarial e uma audiência enorme, mas sem experiência eleitoral ou executiva no setor público. A controvérsia sobre sua titulação acadêmica também merece esclarecimento definitivo, principalmente porque a formação e o conhecimento científico são elementos centrais da imagem construída pelo próprio candidato.
Por isso, talvez a pergunta mais útil para o eleitor não seja simplesmente “Augusto Cury é preparado?”, porque preparação para a Presidência não cabe em uma única credencial. A pergunta mais concreta é outra: quais partes de sua experiência seriam realmente transferíveis para a administração de um país de mais de 200 milhões de habitantes — e quais de suas propostas sobreviveriam ao orçamento, à Constituição e ao Congresso?
O crescimento de Cury nas pesquisas fez essa pergunta deixar de ser hipotética. O Datafolha mais recente ainda o coloca muito atrás dos dois líderes, mas seus 8% representam milhões de eleitores e um salto expressivo em poucas semanas. Se continuar avançando, o candidato não precisará apenas convencer o país de que existe vida política fora da polarização.
Precisará demonstrar que existe também um governo executável por trás das 200 páginas de seu plano.
Fontes
Tribunal Superior Eleitoral — Plano de governo de Augusto Cury
Documento oficial de 200 páginas apresentado pela candidatura ao TSE, utilizado como fonte principal para as propostas analisadas nesta matéria.
Consultar o plano de governo registrado no TSE
Reuters — Perfil de Augusto Cury e crescimento nas pesquisas
Reportagem sobre a trajetória profissional, ausência de mandato eletivo anterior e avanço da candidatura em pesquisas realizadas no fim de agosto. (Reuters)
Datafolha / Folha de S.Paulo — Pesquisa eleitoral de setembro de 2026
Levantamento divulgado em 3 de setembro mostra Cury com 8% das intenções de voto no primeiro turno. (Folha de S.Paulo)
Folha de S.Paulo — Formação acadêmica de Augusto Cury
Reportagem que confrontou as diferentes descrições públicas do doutorado do candidato e ouviu Cury e representante da Florida Christian University. (Folha de S.Paulo)
Constituição Federal — Câmara dos Deputados e Presidência da República
Utilizada para verificar as regras atuais de composição do STF e o procedimento necessário para aprovação de uma emenda constitucional.




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